Tratamento Maconha

A cannabis é a droga psicoativa ilícita mais usada no mundo, a estimativa da OMS (Organização Mundial de Saúde) é de que haja 181,8 milhões de usuários da droga em suas preparações mais comuns, como maconha e haxixe, com idade entre 15 e 64 anos no
mundo. 

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) tem sido utilizada com sucesso no tratamento de problemas de uso de substâncias psicoativas, especialmente na prevenção de recaída auxiliando o usuário de maconha a identificar e lidar com as situações de alto risco perante a substância.

Pode ser definida como um conjunto de intervenções semi-estruturadas, objetivas e orientadas para metas, considerando fatores cognitivos (e seus desdobramentos) e comportamentais, é tida como uma ferramenta importante para o tratamento da
dependência em si e também para a reestruturação de toda a vida do indivíduo.

As drogas alteram o sistema nervoso central (SNC) do individuo, mudando seu humor, percepção, estado emocional, comportamento e aprendizagem.

O THC (principal componente ativo da maconha) afeta primeiramente o funcionamento do sistema
cardiovascular e nervoso central).

O aumento da pulsação é seu efeito fisiológico observado com mais frequência, apesar de a pressão sanguínea ser pobremente afetada.

Os vasos sanguíneos da córnea se dilatam, resultando em olhos avermelhados (frequentemente observados em pessoas que acabaram de fumar maconha). Os usuários costumam referir aumento do apetite, boca seca, vertigens ocasionais e leves, náuseas.

O relatório da OMS afirmou que o uso diário de cannabis (maconha) durante anos e décadas parece produzir perdas persistentes de memória e cognição, especialmente quando seu uso começa na adolescência. As evidências mostram que o uso prolongado da maconha pode acarretar alterações sutis nas “funções cognitivas superiores” da memória, atenção, organização e integração de informações complexas, que podem afetar o funcionamento no dia a dia.

O efeito do THC no cérebro ocorre por meios dos receptores específicos no SNC (córtex, hipocampo, hipotálamo, cerebelo, amígdala, giro do cíngulo anterior e gânglios da base) com a ocorrência de alterações cognitivas.

Tratamento

Apesar de muitos prejuízos do consumo prevalente, são poucos os usuários de maconha que
buscam tratamento. A maioria dos dependentes de maconha encontra-se no estágio da pré-
contemplação, ou seja, o usuário não encara seu uso como problemático ou causador de
problemas, tampouco considera algum tipo de mudança. Em geral, não busca tratamento
voluntariamente, e sim por causa dos pais, família, escola, trabalho ou por encaminhamento
judiciário.

No inicio do tratamento é importante que o paciente se conscientize sobre seu problema,
conhecendo os efeitos da droga de abuso; que perceba a necessidade de mudar seu
comportamento de uso e junto com o terapeuta se prepare para fazer essa mudança.

O tratamento do usuário de maconha acontece em etapas. Primeiro deve-se informar ao
paciente sobre a substância, já que muitos não conhecem seus efeitos, seus prejuízos. Em
seguida deve-se motivar o paciente para a mudança, orientando-o para que aceite o
tratamento e definindo objetivos.

*Por Adriana Moraes