Tratamento Crack

O primeiro registro do crack no Brasil, publicado pelos jornais, é de 1991, circulando no país, criando dependentes e formando concentrações de usuários nas chamadas cracolândias. A avaliação aprofundada é importante para fazer diagnósticos do que ele era e do que ele virou, porque, se ele tinha uma depressão antes, pode ter uma recaída se ficar deprimido novamente.”

Em caso de internação, a solução deve ser bem avaliada e, se possível, negociada com o acolhido, para que o dependente perceba seu problema e esteja aberto ao tratamento, que pode levar 6 meses.  

O problema é que a maioria dos usuários só chega ao serviço de saúde com alto grau de dependência e então a internação se torna necessária. “Cada caso vai ter uma solução ajustada, mas, em média, eles ficam 6 meses internados. Em seguida, serão encaminhados a redes de apoio externas, retornando ao convívio familiar”.

Durante o período de tratamento na comunidade terapêutica, são observados pela equipe multidisciplinar  cuidados múltiplos (psiquiátrico, psicológico, social, terapia ocupacional, entre outros).  “O dependente de crack tem características específicas, costuma ter uma compulsão grande e desenvolve uma inabilidade em lidar com um desconforto físico, emocional e psicológico”. No local, os acolhidos cuidam da limpeza dos seus quartos e fazem outras atividades de organização do espaço coletivo.

Participam das terapias em grupos atendimentos psicológicos, assistenciais e terapêuticos individuais, onde adquirem ferramentas para seu crescimento e habilidades para encarara a sociedade abstêmio sabendo que tem que praticar certos evites como pessoas lugares e hábitos .

Assim descobrindo uma nova maneira de viver sem o uso de substâncias.