Ex-usuária de crack diz que ‘cura’ foi através de alinhamento energético

Se pudesse escolher uma palavra para definir seu recomeço, a jovem Barbara Branco optaria por fé. “Fé não como crença, mas do saber de que somos senhores do nosso destino e estamos cocriando nossa realidade a cada momento”, diz.

Após viver três anos em São Paulo usando maconha e dependente química de cocaína e, por último, de crack, Barbara contou ao G1 como a medicina indígena “nxi pae” e o “alinhamento energético” colaboraram para sua “cura”. (Veja no fim da reportagem no que consiste a prática).

Segundo ela, o vício a levou à  “decadência completa”, em uma rotina que incluía roubos, venda de objetos pessoais e perda total do contato com a família.

Barbara está desde  2009 sem usar drogas

Ao final do trabalho, Barbara decidiu continuar no Rio, por considerar o modo de vida da cidade mais favorável à sua recuperação. Alugou um apartamento em Laranjeiras, na Zona Sul, onde conheceu várias pessoas que trabalham com a cura através de uma “perspectiva holística”, que considera múltiplas faces de um determinado sistema. E, para ela, essa foi a porta para um recomeço.

“Iniciei 2009 imersa nessa busca e, a partir do contato com a medicina indígena, abandonei todos os remédios psiquiátricos, álcool, drogas, cigarro e maconha. Tive uma recaída com cocaína em junho daquele ano, e depois nunca mais”, lembra. 

Desintoxicação
Segundo Barbara, entre julho e dezembro de 2009, ela perdeu 60 quilos durante uma desintoxicação, feita com a medicina da ayahuasca, bebida feita a partir de plantas amazônicas e usada para fins terapêuticos e rituais, por movimentos como Santo Daime, A Barquinha e União do Vegetal. Foi isso que levou a jovem a estudar a medicina das tradições indígenas das américas do Sul e Norte e massoterapia, abandonando a área audiovisual e iniciando um trabalho com massoterapeuta.

Em 2010, Barbara fez sua primeira sessão de alinhamento energético. “A partir disso, assumi totalmente a responsabilidade pela minha vida, entendendo o processo que vivi de dependência como uma experiência atraída pela minha alma para desenvolver um potencial de compreensão e acesso contido em uma sensibilidade que muitos carregam e o sistema burla, dopando aqueles que percebem que a vida é mais do que nos é apresentado com seus remédios. Vi a ferramenta do alinhamento energético como algo revolucionário, que pode nos conduzir ao nosso universo psíquico, emocional e espiritual profundo, consequentemente nos libertando dos vícios, das dependências e doenças físicas”, acredita.

Após dois anos de abstinência, a jovem passou a consumir álcool “socialmente, como qualquer pessoa que nunca teve nenhum problema com dependência química”. Barbara se considera “totalmente curada” e acredita que é a prova viva de que é possível se livrar das drogas.

“O alinhamento energético foi minha grande virada, tomada de rédea, e se tornou a minha profissão. Poder ajudar as pessoas a se encontrar, se libertar e se conduzir de volta para si e para a vida é a minha missão, o que me alimenta e me faz feliz. Nessa troca, todos os dias me lembro quem sou e o que vim fazer aqui”, diz.

Alinhamento energético
O alinhamento energético é uma terapia criada a partir de observações a rituais indígenas. Os praticantes acreditam que a técnica  promove o reequilíbrio biopsicoemocional, por meio da utilização terapêutica do sexto sentido, e é capaz de “acessar conteúdos sabotadores e bloqueadores do inconsciente”.

Seus seguidores acreditam que registros emocionais, pensamentos e experiências negativas são trazidos a consciência e transmutados a partir do alinhamento energético. Ao final da sessão, a pessoa recebe uma mensagem de cura, associada a um mantra, “para conectá-lo a um novo padrão emocional”.

FONTE: G1

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