Reuniões presenciais são parte essencial do processo de recuperação dos usuários de drogas e de álcool

BRASÍLIA – O letreiro pendurado pela instituição Narcóticos Anônimos, na fachada de um pequeno casebre espremido entre outros da Asa Sul, centro de Brasília, traz um alento a pessoas que sofrem com a dependência química. “Problemas com drogas? Porque se você quiser parar, podemos ajudar”. A porta pichada, porém, já está fechada há dias. E não há data para reabrir, mas vamos aguardar.

A miríade de danos causados pelo novo coronavírus também chegou a um dos mais essenciais programas de apoio a pessoas que lutam para se livrar das drogas. Mas os Narcóticos Anônimos, instituição sem fins lucrativos que há décadas ajuda pessoas a se livrarem do vício e atende mais de 21 mil pessoas por semana. Porque são 4,5 mil reuniões presenciais.

Cada um dos 1.660 grupos de pessoas formados em todo o País reúne em torno de 12, 13 pessoas. E tudo é mantido com doações dos próprios frequentadores, mas sem nenhuma obrigatoriedade. A maior parte desses encontros foi suspensa e a tendência é que tudo pare.

Mas o dano é inestimável. Porque as reuniões presenciais são parte essencial do processo de recuperação dos usuários de drogas, porque são esses encontros que permitem a troca de experiências entre as pessoas, suas histórias de vida e seus exemplos de superação.

Fonte: Estadão
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