Quais os tipos de dependência química e seus sintomas


Quais os Tipos de Dependência Química e Seus Sintomas?

Você que tem filhos ou parentes que tem dificuldades em deixar o vício das drogas, esse artigo pode ajudar que você entenda qual tipo de dependência química ele tem e com isso, ajuda-lo melhor. Hoje em dia a Dependência Química é mais considerada um tipo de transtorno mental, em que o indivíduo que tem esse distúrbio deixa de ter o controle do uso da droga, e toda a sua vida, emocional, psíquica, espiritual e física vai se acabando aos poucos. Nessa hora, a maioria das pessoas necessitam de um tratamento e de auxilio adequado e competente.

A dependência química não é como muitos acham “falta de vergonha na cara” ou algum problema moral, ela é como a Diabetes, a pessoa não escolhe ter aquela doença, mas pode sim optar seguir com um tratamento, e da mesma maneira que os diabéticos controlam seu açúcar no sangue com cuidados, medicações e com uma alimentação melhor, o dependente pode procurar por um auxílio para controlar sua vontade e saber qual é o ciclo da doença. Ela considerada como uma doença Biopsicossocial.

As histórias sobre o uso de químicas pela humanidade, retorna aos tempos mais antigos, ainda que o principal objetivo do seu uso fosse para aliviar uma dor ou para fazer parte da realização de rituais de uma determinada religião e cultura.

O uso de substâncias químicas para mudar o estado psíquico já é conhecida há bem mais de 4 mil anos, especialmente pelos egípcios, que naquela época já era feito o uso de maconha e opiláceos. A grande maioria dos medicamentos usados na Antiguidade eram vindos de plantas. Com isso, a palavra “droga” vem de droog, que em holandês quer dizer folha seca. Então vamos aos tipos de conceitos dessa doença:

Doença Química

É gerada por uma reação química em todo metabolismo do corpo do usuário. O tabaco e o álcool, por exemplo, embora a grande maioria das pessoas separe elas das drogas que são ilegais, elas são drogas tão ou bem mais fortes em levar a dependência em pessoas tendentes, como qualquer droga que seja, legal ou ilegal.

É Interna e Não Externa

Os problemas externos como problemas sociais, sexuais, familiares e profissionais não levam a dependência química. São fatores internos em cada organismo, que trabalham indireta ou diretamente e contribuem muito para a instalação dessa doença, gerando uma certa predisposição emocional e física para a dependência. O uso direto e sem nenhum tratamento para o vício pode ir se tornando cada vez mais perigoso e intenso para o dependente.

Doença Crônica Sem Cura

Uma vez que se torna um dependente químico, sempre será dependente, isso independentemente de estar ou não na recuperação, fazendo o uso ou não usando nenhum tipo de droga. Não há cura para qualquer tipo de dependência química, mais há sim tratamento com sucesso, que seja contínuo e permanente.

Doença Controlável

Mesmo não podendo usar o álcool e nem outras drogas de modo “social” ou “recreativo”, o dependente, se aderir e verdadeiramente se empenhar no tratamento, vai poder viver com muita qualidade de vida sem a droga e sem consequências negativas com o uso frequente.

Doença Que Abala Toda a Família

O convívio com o usuário químico faz com que toda a sua família também fique mal emocionalmente, se tornando imprescindível o tratamento de todos da família. E com isso receber as orientações a respeito de como lidar corretamente com o dependente e de como controlar seus sentimentos em relação a ele.

Também é Uma Doença Física

Se torna aparente pelo surgimento de modificações físicas profundas, mudando o metabolismo orgânico quando se deixa de fazer o uso da droga. Essas mudanças físicas obrigam o dependente a continuar usando a droga, do contrário acontece uma “síndrome de abstinência ou crise”. Essas mudanças presentes na “Síndrome de Abstinência” se tornam aparentes por sintomas e sinais de natureza física e mudam conforme a droga é usada.

Doença Psicológica

É a boa sensação de satisfação gerada pela droga que faz com que o dependente a use continuamente para continuar satisfeito e evitar que fique com mal estar de abstinência. A falta do uso da droga deixa o usuário muito abatido, e em um péssimo estado psicológico. Quando sem acesso a substancia, os dependentes passam por modificações de comportamento, humor, mal-estar. Os que formam uma dependência psíquica geram um hábito.

Com base em estudos recentes realizados recentemente pelo “Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais”, revelou vários tipos e que a dependência em substância e que se mostram com os seguintes sintomas:

  1. Tolerância: Necessidade que só aumenta precisando de maiores quantidades da droga pra chegar ao efeito desejado; Significativa redução do efeito depois de um uso continuo da mesma quantidade da droga.
  2. Abstinência:Ocorrem vários sintomas como irritabilidade, ansiedade, insônia e problemas fisiológicos como tremores desconfortáveis depois da interrupção do uso da droga ou com a diminuição da quantidade usada; Faz o consumo da mesma droga ou uma outra parecida a fim de amenizar ou mesmo evitar os sintomas que vem com a abstinência.
  3. Uso Excessivo:Faz o consumo da droga em quantidades mais elevadas ou por um período bem maior do que o tempo de uso inicial.
  4. Desejo de Parar: O usuário expressa a vontade de diminuir ou controlar o uso e a quantidade da droga ou faz tentativas para conseguir isso, contudo, na maioria das vezes sem sucesso.
  5. Perda de Tempo:Uma grande parte do tempo da pessoa é gasta na procura e obtenção da substância, na seu uso e na recuperação dos efeitos dela.
  6. Negligência às Atividades Importantes: O repertório de interações do usuário, como ocupacionais, atividades sociais ou de lazer se encontra muito limitada a somente atividades que envolva o uso da droga.
  7. Persistência Em Usar Mais: Mesmo que a pessoa se mostre bem consciente dos problemas gerados, mantidos e/ou causados pela substância, sejam psicológicos ou físicos, o seu uso não é interrompido.

Entendendo um pouco melhor sobre isso, você poderá ajudar melhor seu familiar ou amigo que se encontra nessa situação.

 

 

Colaboradores que apoiam o combate as DROGAS!

Saiba Quais são as CAUSAS do USO E ABUSO DAS DROGAS.

 
 
 
Transtorno Psicótico
 
É um conjunto de fenômenos psicóticos que ocorrem durante ou imediatamente após o uso de substâncias psicoativas e que são caracterizadas por alucinações, ilusões, delírios e/ou idéias de referência, transtornos psicomotores e afeto anormal. O transtorno tipicamente se resolve, pelo menos, parcialmente, dentro de 1 mês e completamente dentro de 6 meses e, é influenciado pelo tipo de substância envolvida e pela personalidade do usuário. Há que considerar sempre a possibilidade de um outro transtorno mental estar sendo agravado ou preciptado pelo uso de substância psicoativa; ex. esquizofrenia, transtorno afetivo, transtorno de personalidade de tipo paranóide ou esquizóide.
 
 
Delirium Tremens
 

É um estado toxicoconfusional breve, mas ocasionalmente com risco de vida, que se acompanha de perturbações somáticas. É usualmente uma consequência de uma abstinência absoluta ou relativa do álcool, em usuários gravemente dependentes com uma longa história de uso. Os sintomas prodrômicos incluem insônia, tremores e medo, podendo haver convulsões. A clássica tríade de sintomas inclui obnubilação da consciência e confusão, alucinações e ilusões vívidas de todo o sensório e tremor marcante, (delírios, agitação, inversão do cilco do sono e hiperatividade autonômica, estão usualmente presentes).

 

 Estado de Abstinência 

 É um conjunto de sintomas, de agrupamentos e gravidade variáveis, ocorrendo  na ausência relativa ou absoluta de uma substância, após seu uso repetido,  prolongado e com altas doses. A abstinência pode ser complicada por  convulsões e delirium.

 

Abuso de Substância 

 

O abuso de substâncias (álcool e maconha) é um problema comum em pacientes esquizofrênicos, atingindo até 60% destes; piorando com o progredir da doença a interferindo com a aderência do paciente ao tratamento. Uma hipótese importante para explicar comorbidade é que o abuso de substâncias poderia causar ou precipitar a esquizofrenia indivíduos vulneráveis.

Relação temporal entre o início da esquizofrenia e o abuso das substâncias:

27,5% dos pacientes tiveram problemas com drogas mais de um ano antes dos primeiros sintomas da esquizofrenia;

34,6% esquizofrenia e o abuso de substâncias começaram simultaneamente;

37,9% o abuso de substâncias começou após o primeiro sintoma da esquizofrenia.

 

Gestação

O uso de drogas durante a gravidez tem as seguintes implicações tanto para a mãe como para o feto em desenvolvimento:

A saúde da gestante

As mulheres grávidas com transtorno decorrente do uso de droga apresentam risco elevado para doenças sexualmente transmitidas (como infecção pelo HIV), hepatite, anemia, tuberculose, hipertensão e pré-eclâmpsia.

O curso da gestação

As mulheres grávidas com transtorno decorrente do uso de droga (dependendo do tipo) podem apresentar maior risco para abortos espontâneos, pré-eclâmpsia, placenta prévia e trabalho de parto precoce ou prolongado, além de complicações de outras condições clínicas que podem ser relacionadas ao uso de drogas (como hipertensão em dependentes de cocaína).

 

Desenvolvimento fetal

Algumas drogas, incluindo os opióides, cocaína e álcool, atravessam a placenta e afetam diretamente o feto. Isso pode ocorrer em qualquer estágio do desenvolvimento, mas é particularmente provável durante o terceiro trimestre, quando o fluxo sangüíneo materno fetal e as taxas de transporte placentário estão aumentadas. A placenta pode deslocar antes, um dos vários fatores causadores do número crescente de partos prematuros.

O feto pode apresentar risco mais elevado que a média para defeitos congênitos, problemas cardiovasculares, comprometimento do desenvolvimento e crescimento, prematuridade, peso baixo ao nascimento e óbito.

Após o parto, o neonato pode apresentar abstinência da droga. que pode ser de difícil reconhecimento, particularmente se o pediatra não conhece o diagnóstico da mãe.

Desenvolvimento da criança

Algumas substâncias (como o álcool) são associadas com efeitos negativos a longo prazo sobre o desenvolvimento físico e cognitivo.

 

Comportamento como pais

 Além do tratamento para o transtorno decorrente do uso de drogas, as mães com esse  distúrbio necessitam freqüentemente de educação e treinamento para exercer a  maternidade, serviços sociais, aconselhamento nutricional, assistência na obtenção de  privilégios de saúde e benefícios e outras intervenções que objetivem reduzir a  possibilidade de maltratar ou negligenciar a criança.

 (Fonte – NeuroPsicoNews – Sociedade Brasileira de Informações de Patologias Médicas  1999 – nº 13)

 

Overdose 

Os traficantes da cadeia intermediária costumam dividir a droga pura mesclando-a com outras substâncias para aumentar o volume, diminuindo o seu grau de pureza. Um viciado que tem o mesmo fornecedor costuma injetar as mesmas quantidades de acordo com o potencial já conhecido; ocorrendo a troca do fornecedor, a nova partida poderá conter um grau de pureza consideravelmente superior ao esperado e para o qual o organismo não estava acostumado, ocorrendo aí a chamada overdose.

 

 

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APÓS CONSUMO, A MACONHA FICA NO CABELO, NAS UNHAS E ATÉ NO TÁRTARO DO DENTE


UOL Notícias

Maria Júlia Marques Do UOL, em São Paulo

Você sabia que seu cabelo pode contar se você consumiu maconha nos últimos meses? Pois é, se o fio for comprido o suficiente dá para descobrir até se você fumou a droga no ano passado.

Raspou o cabelo? Sem problemas, as unhas, pelos e até o tártaro no seu dente guardam indícios que podem confirmar o uso. A droga sai do organismo com o tempo, mas alguns resquícios ficam no corpo e exames podem encontrá-los.

“Fatores como a quantidade, o grau de pureza e o teor ativo da droga influenciam os exames, tanto quanto o peso, a gordura e as atividades hepática e renal, que aceleram a eliminação. Mas sempre há como saber se houve uso ou não”, afirma Fábio Alonso, farmacêutico toxicologista e diretor do laboratório Contraprova, no Rio de Janeiro.

Os testes buscam pelo THC, princípio ativo da maconha, e pelo THC-COOH, que é o composto metabolizado, que prova que a substância foi realmente ingerida, passou pelo fígado e se transformou. Isso evita que alguém que esteve em uma festa onde pessoas fumaram maconha, mas não fez uso, seja erroneamente apontada como usuário.

Abra a boca, por favor

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Com a saliva é possível detectar se houve uso de maconha nas últimas horas e no máximo no dia anterior. “O teste é usado quando precisamos saber se naquele instante a pessoa está influenciada pela droga”, explica Maristela Andraus, diretora do ChromaTox laboratórios, em São Paulo. 

O exame é confiável e lembra um teste de gravidez: uma fita é molhada na saliva e, dependendo da cor que aparece,  é possível saber se houve consumo ou não. “Depois desta triagem, confirmamos o resultado no laboratório com equipamentos mais potentes”, diz Andraus.

O teste é aplicado em momentos decisivos, como após um acidente de carro ou antes de um piloto que parece drogado pilotar um avião. E não adianta escovar os dentes ou passar enxaguante bucal, a substância psicoativa continuará na saliva.

Fez exercícios? O suor vira prova

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O suor também contém substâncias que entregam o uso de maconha. “O teste determina o uso em curtíssimo prazo, se for feito em até 12 horas depois”, afirma Alonso. Ele explica que o exame tem pouca aplicabilidade, já que o suor é difícil de coletar e que no Brasil ainda não existem laboratórios que analisem essa matriz.

 

A droga aparece no xixi

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Andraus diz que na urina é possível detectar o consumo até três dias depois do consumo, em média. O exame é bastante eficaz e preciso e é bem avaliado pelos laboratórios por ser um método não invasivo que garante uma grande quantidade de amostrar e que pode ser congelado e conservado.

 

Obviamente, também está no sangue

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O exame de sangue detecta a maconha na janela de até 15 dias, segundo Alonso. O exame é confiável e pode ser requisitado depois de um teste rápido, como o de saliva. 

O farmacêutico afirma que o THC, princípio ativo da maconha, tem afinidade pelo tecido adiposo e a gordura vira um “depósito”. Com o tempo, o THC se desprende e é liberado na corrente sanguínea. “É muito comum quando testamos pacientes em reabilitação que a pessoa dê positivo por até 20 dias, mesmo sem ter usado recentemente. É o corpo eliminando a substância”, diz Alonso.

O cabelo é uma linha do tempo

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Quando a maconha entra no seu corpo ela fica na corrente sanguínea e ao passar pela raiz do cabelo deixa ali depositado o THC. Conforme o fio cresce, ele leva consigo pedacinhos da substância. “Depois de uns cinco dias de ter fumado, a maconha começa a aparecer no cabelo. Avaliamos que cada um centímetro do fio equivale a um mês de vida e conseguimos saber como foi consumo no período”, diz Andraus. 

O último mês é o mais próximo do couro cabeludo e se o cabelo for longo é possível analisar anos. Quanto maior a concentração de THC, mais constante era o uso. Passar shampoo não muda nada, pois as substâncias estão dentro do cabelo e não na superfície. “O que pode afetar, mas não é certo, é clarear o cabelo, pois o procedimento mexe na estrutura do cabelo”.

Se o cabelo tiver menos de um centímetro ou se tiver passado a máquina zero, os laboratórios testam em pelos, que funcionam da mesma forma.

 

Unhas? Dente? Tártaro? 

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Já deu para perceber que ao fumar maconha a substância não deixa o corpo tão fácil assim, mas não paramos por ai. As unhas também armazenam o THC, já que são tecidos queratinizados como os cabelos. Se a pessoa não cortar as unhas, como o Zé do Caixão, todo o histórico de uso de maconha pode ser descoberto na unha. 

“Existem muitos métodos novos sendo estudados. Confirmar o uso pelo dente ainda é novidade. Mas fui em um congresso recentemente onde provavam o uso de maconha ao analisar o tártaro, uma vez que ele fica embebido na saliva e fica impregnando pelo THC”, diz Andraus. 

 

 

 

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