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21/set/2017

O típico cigarrinho ocasional mata mais do que se esperava. É o que mostra um estudo sobre a saúde de quase 300.000 pessoas. Os indivíduos que fumam menos de um cigarro por dia têm 64% mais riscos de morte prematura que os não fumantes. Já entre os que consomem de um a 10 cigarros por dia, o risco é até 87% maior.

O tabaco mata até um de cada dois fumantes e continua sendo uma das principais causas de morte evitáveis, segundo a Organização Mundial da Saúde. Essa droga legal mata 5 milhões de pessoas por ano, mais que os acidentes de trânsito, o HIV e o suicídio juntos.

“Não existe um nível seguro de exposição à fumaça do cigarro”, diz Maki Inoue-Choi, pesquisador do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos e autor principal do trabalho. “Fumar poucos cigarros por dia tem importantes efeitos na saúde”, o que confirma que deixar o hábito de fumar “beneficia todos os fumantes, sem importar a quantidade de tabaco consumida”, disseram os autores em nota divulgada por sua instituição. Apesar das muitas provas, ainda há uma falsa “percepção, especialmente entre os jovens, de que este nível de consumo é seguro”, diz o estudo.

O artigo, publicado na revista médica JAMA Internal Medicine, analisou 290.000 norte-americanos com idades entre 59 e 82 anos ao longo de sua vida. Os dados mostram que as pessoas que fumam menos de um cigarro por dia têm 9 vezes mais risco de morrer de câncer de pulmão. As que fumam entre um e 10 cigarros por dia multiplicam o risco por 12. Este segundo grupo também tem 6 vezes mais chances de morrer por doenças respiratórias e 1,5 vezes mais de ter doenças cardiovasculares. Os resultados foram similares entre homens e mulheres. A maioria dos participantes que diziam fumar menos de um cigarro por dia havia fumado mais antes.

O impacto na saúde pública pode ser inclusive maior do que o estimado. A maioria dos participantes eram brancos, o que deixa de fora os negros e outros grupos que apresentaram o consumo de tabaco mais elevado durante décadas. Os responsáveis pela análise reconhecem algumas limitações. Baseiam-se em enquetes, por exemplo. E o número de “fumantes de baixa intensidade” é relativamente pequeno, o que dificultou precisar o impacto dos hábitos de diferentes fumantes esporádicos na saúde.

“Os resultados são totalmente generalizáveis”, diz Esteve Fernández, pesquisador do Instituto Catalão de Oncologia. Esse especialista em tabagismo ressalta a importância do estudo para quantificar os efeitos dos fumantes ocasionais, um perfil bem conhecido na Espanha embora pouco estudado. “Nós os chamamos de fumantes contentes: acham que controlam os riscos para a saúde, ainda que lhes digamos que qualquer dose de tabaco é ruim”, afirma. Entre esses consumidores, existe a falsa percepção de que fumar tabaco de enrolar ou consumir poucos cigarros desse tipo “é mais saudável, mas demonstramos que seus níveis de nicotina na saliva são os mesmos”, completa.


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21/set/2017

Escutar melodias ativa os mesmos receptores opioides do sistema nervoso central associados ao prazer
O sexo, as drogas e o rock’n’roll ativam o mesmo circuito cerebral de recompensas. Junto com a comida e o álcool, a música dispara a liberação de opioides endógenos, como as endorfinas, e neurotransmissores como a dopamina. Essa foi a conclusão de um estudo com um fármaco destinado a combater dependências e a obesidade, mas que também inibe o prazer musical.

Seja a canção de ninar cantada por uma mãe ou aquele show memorável, a música provoca intensas emoções que têm um correlato físico: calafrios, sorrisos, choro, relaxamento ou tensão muscular… Entretanto, pouco se sabe sobre os processos neuroquímicos subjacentes à experiência musical.

Para descobri-los, um grupo de pesquisadores canadenses começou pelo final, ou seja, pela consequência máxima de ouvir uma linda canção: o prazer que isso gera. Assim, voltaram-se para outras coisas que provocam prazer, como o sexo, as drogas, o álcool e a comida. Todas, independentemente de seus possíveis efeitos secundários, ativam circuitos de recompensa do cérebro.

Também observaram a naltrexona, uma substância que, sob diferentes denominações, é usada para tratar a dependência por álcool ou por opiáceos como a heroína e a morfina. Combinada com outro princípio ativo, serve também para combater a obesidade, e alguns estudos já demonstraram que bloqueia o prazer do orgasmo e a dependência por cocaína. É, junto com a naloxona, uma das substâncias mais potentes para provocar anedonia, a incapacidade de sentir prazer.

O experimento se baseia na naltrexona, uma substância usada para tratar a dependência por drogas e a obesidade
A hipótese dos autores do estudo, publicado hoje na Scientific Reports, era simples: a naltrexona deveria reduzir as reações emocionais à música, provocando uma anedonia musical. Sendo assim, isso implicaria que os mesmos circuitos neuronais envolvidos em outras atividades prazerosas também atuam na experiência musical.
Para demonstrar essa hipótese, os cientistas recrutaram 20 alunos da universidade. Pediram-lhes que trouxessem duas das suas músicas preferidas. Metade desses alunos recebeu 50 miligramas de naltrexona, a dose mínima recomendada. A outra metade tomou comprimidos idênticos, de cor azul, mas sem o princípio ativo. Sensores instalados no rosto traçaram um eletromiograma com a atividade elétrica de vários músculos faciais. Também foram medidos a respiração, o batimento cardíaco, a pressão arterial e condutibilidade da pele antes e durante o experimento.

A naltrexona provoca anedonia, a incapacidade de sentir qualquer tipo de prazer – inclusive o musical
Uma hora depois de os alunos tomarem os comprimidos, receberam capacetes com os quais ouviram as duas músicas preferidas e outras tantas selecionadas pelos pesquisadores por sua frieza ou assepsia emocional. Uma semana mais tarde, repetiram o experimento, mas desta vez administrando o placebo ao grupo que antes havia tomado naltrexona, e vice-versa. Nas duas ocasiões, os alunos que haviam consumido o fármaco demonstraram níveis baixos e muito semelhantes quando ouviam as músicas do seu agrado e as neutras. Mais ainda, seus resultados eram muito inferiores aos registrados pelos que só haviam consumido o placebo.

“É a primeira demonstração de que os opioides endógenos do cérebro estão diretamente envolvidos no prazer musical”, diz o psicólogo Daniel J. Levitin, da Universidade McGill, de Montreal (Canadá), principal autor da pesquisa. Um dos participantes chegou a dizer que, mesmo sabendo que se tratava da sua canção favorita, não conseguia sentir o mesmo que ao ouvi-la antes. Levitin, um neurocientista apaixonado por música, recorda em uma nota o que comentou outro participante: “Soa bem, mas não me diz nada”.

O que a naltrexona fez nesses casos foi bloquear 80% dos chamados receptores opioides mu e delta. Trata-se de elementos dos neurônios aos quais os opioides se acoplam, sejam eles endógenos (endorfinas, encefalinas ou dinorfinas) ou exógenos (ópio, morfina, heroína…). Ao bloqueá-los, boa parte do sistema de recompensa do cérebro trava. Não são liberadas substâncias que provocam bem estar, mas tampouco as que geram dor ou angústia. Na verdade, os pesquisadores comprovaram que, quanto mais emotiva era habitualmente a canção aos ouvidos dos participantes, mais frios eles ficavam ao ouvi-las sob o feitiço da naltrexona. Felizmente, a indiferença à música durou o tempo que duraram os efeitos do fármaco.


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21/set/2017

Neste estudo transversal verificaram-se os perfis de consumo alcoólico entre pacientes das Equi- pes de Saúde da Família (ESF) em uma cidade do sudeste brasileiro, e o reconhecimento deste consumopelosprofissionaisdasESF.Avaliaram- se 932 pacientes adultos entre novembro de 2010 e novembro de 2011. Entre todos, 17,5% faziam consumo de risco (AUDIT ≥ 8), que foi mais fre- quente em homens, entre as pessoas mais jovens e aqueles sem doenças crônicas. O questionário CAGE foi positivo em 98 (10,5%) pacientes, sen- do mais frequente em homens. Homens, pessoas com idades ≥ 55 anos, com doenças crônicas ou com consumo alcoólico mais grave foram mais frequentemente questionadas sobre o uso do ál- cool (438/932; 47,8%). Homens, pessoas de 35 a 54 anos ou com consumo alcoólico mais grave foram mais frequentemente reconhecidos como alcoolistas (22/175; 12,6%). Conclui-se que o consumo do álcool é frequente entre os pacientes atendidos pelas ESF, é pouco reconhecido pelos profissionais e a minoria dos alcoolistas é orien- tada quanto aos seus riscos.


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A Clinica Getsêmani é um grupo Terapêutico de Tratamento e Reabilitação Humana para Dependentes Químicos e Alcoólatras, localizado em Peruíbe, Litoral de São Paulo, atuando desde 2002, se dedicando e adquirindo experiência, com o objetivo de tratar e resgatar a vida psicossocial de cada paciente, alcançando resultados positivos, priorizando o resgate da qualidade de vida, dignidade e respeito dos mesmos.

Criado por Juliano Caserta