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20/nov/2017

RIO – Até pouco tempo atrás, os cientistas achavam que o número de células nervosas do cérebro adulto era definido ainda cedo na vida, sem o desenvolvimento de novos neurônios a partir de uma determinada idade. Recentemente, porém, eles descobriram que um pequeno grupo de células-tronco continua a produzir novos neurônios, ainda que em quantidades e em regiões cerebrais limitadas, ao longo da vida, num processo que foi batizado de “neurogênese”.


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20/nov/2017

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços rejeitou projeto do deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) que proíbe a venda de bebidas alcoólicas a uma distância mínima de três quilômetros de escolas e universidades (PL 1052/15).

Antonio Augusto / Câmara dos Deputados
“O Brasil tem tradição intervencionista e a crença patrimonialista arraigada de que o Estado deve solucionar todas as questões”, critica Goulart.

Em caso de descumprimento da norma, o texto pune os infratores com multa, cassação do alvará de funcionamento e até detenção de um a três anos.

O relator na comissão, deputado Goulart (PSD-SP), afirmou que não cabe a tutela do estado na vida privada dos cidadãos. “Inibir excesso de bebida alcoólica é mudança de comportamento que, normalmente, se dá com o processo educacional, com debates contínuos e com a conscientização dos jovens, tendo a família e a escola como principal condutor desse caminho.”


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20/nov/2017

Há 18 anos, uma caxiense de classe média faz da dependência química do filho uma batalha pessoal. A história dessa mãe, de 65 anos, é dramática, comovente e revela como agem muitas famílias de usuários de drogas. No início, ela fingiu não enxergar o problema dentro de casa. Depois, passou a se deixar roubar pelo rapaz, hoje com 33 anos. Apesar de só acumular dívidas e frustrações, ela ainda tem esperança de que o filho se recupere. A mãe reconhece: é uma codependente do crack.

Pioneiro: Quando seu filho começou a usar drogas?

Mãe: Foi por volta dos 15 anos de idade. Havíamos perdido nossa casa em um incêndio e passamos seis meses morando com uns amigos. Meu filho conheceu jovens que usavam drogas e experimentou. Começou com maconha e cocaína, depois veio o crack. Desde então, todo o dinheiro que conseguiu transformou em droga. Eu amo meu filho, mas ele é o tormento da minha vida.

Pioneiro: A senhora nunca o reprimiu pelo vício?

Mãe: No começo, eu não queria enxergar o problema. Soube há pouco tempo que, quando começamos a reconstruir nossa casa, foi meu filho quem sumiu com o rádio e o carrinho-de-mão do pedreiro. Trocou por droga. Minha ficha caiu quando encontrei um prato com restos de cocaína no quarto dele. Briguei, deixei ele dormindo fora de casa. Mas meu coração de mãe me fez acolhê-lo de novo, e esta não foi a única vez.

Pioneiro: Quando começou sua peregrinação para que ele se tratasse? Ele se mostrava disposto?

Mãe: Acho que a recuperação sempre foi um desejo mais meu do que dele, mas ele sempre manifestou que queria largar o vício. Meu filho já esteve em sete fazendas (de recuperação de dependentes químicos) e o máximo que aguentou foram 11 dias. A primeira internação ocorreu quando ele tinha 17 anos. Também fez quatro desintoxicações. Na última, em 2008, fugiu do hospital (em Porto Alegre). Para uma mãe é muito frustrante.

Pioneiro: Acredita que errou ao aceitar as desculpas dele em vez de cobrar novas atitudes?

Mãe: Errei muito, fiquei mais doente que ele. A cada nova promessa de que não voltaria a usar (drogas) eu acreditava como uma boba. Mas aí ele me roubava, vendia tudo o que tinha para usar de novo. Quando meu filho foi viver com uma mulher, eu montei uma casa para os dois. Me endividei para comprar móveis, eletrodomésticos e até cortinas.

Pioneiro: E…

Mãe: E sabe o que ele fez? Trocou tudo na boca (ponto de tráfico). Montei três vezes casa para os dois (filho e nora). O que sobrou hoje? Nada. Se foram 11 botijões, três fogões, três geladeiras (…). Quando minhas netas (de dois e quatro anos) nasceram, comprei berço e enxoval completo. Da segunda vez, minha nora ainda estava no hospital quando ele trocou tudo por crack.

Pioneiro: A senhora já viu seu filho usando droga?

Mãe: Não, graças a Deus. Sempre peço a Deus para não ter de viver mais essa tristeza. Mas já estive duas vezes em bocas para pagar dívidas dele, com medo de que fosse morto. Ele deixou até bonecas das duas filhas na boca para trocar por crack!

Pioneiro: Como ele sustenta o vício há tantos anos?

Mãe: Ele nunca me pediu dinheiro para droga. Mas pedia por outros motivos. Me manipulava bem. Nunca se envolveu com polícia. Antes de usar crack, ele teve vários empregos e torrava tudo. Depois que começou com o crack, até trabalhou um tempo, mas estava sempre devendo uns dois salários, ele roubava os colegas…

Pioneiro: Como a senhora se sente após tantas lutas em vão?

Mãe: É um sofrimento que beira o insuportável. Além de ver meu filho se acabando, minha família briga comigo. Não querem que eu o ajude. Dizem que é vagabundo, não entendem que a droga é uma doença. Eu desenvolvi síndrome do pânico e depressão. Hoje, coloco nas mãos de Deus.

Pioneiro: Há poucos dias, seu filho iniciou o oitavo tratamento em uma fazenda terapêutica. Acredita que agora ele persistirá?

Mãe: Olha, ele perdeu a mulher, a minha confiança, o emprego, está ameaçado de morte por dívidas com traficantes, dormiu as últimas semanas na rua. Chegou ao fundo do poço e sabe que se não fizer nada vai morrer pelo vício. Eu não quero acreditar demais e viver um nova ilusão. Mas, pra mim, um dia de paz já é muita coisa.


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A Clinica Getsêmani é um grupo Terapêutico de Tratamento e Reabilitação Humana para Dependentes Químicos e Alcoólatras, localizado em Peruíbe, Litoral de São Paulo, atuando desde 2008, se dedicando e adquirindo experiência, com o objetivo de tratar e resgatar a vida psicossocial de cada paciente, alcançando resultados positivos, priorizando o resgate da qualidade de vida, dignidade e respeito dos mesmos.

Criado por Juliano Caserta