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20/set/2017

Escutar melodias ativa os mesmos receptores opioides do sistema nervoso central associados ao prazer
O sexo, as drogas e o rock’n’roll ativam o mesmo circuito cerebral de recompensas. Junto com a comida e o álcool, a música dispara a liberação de opioides endógenos, como as endorfinas, e neurotransmissores como a dopamina. Essa foi a conclusão de um estudo com um fármaco destinado a combater dependências e a obesidade, mas que também inibe o prazer musical.

Seja a canção de ninar cantada por uma mãe ou aquele show memorável, a música provoca intensas emoções que têm um correlato físico: calafrios, sorrisos, choro, relaxamento ou tensão muscular… Entretanto, pouco se sabe sobre os processos neuroquímicos subjacentes à experiência musical.

Para descobri-los, um grupo de pesquisadores canadenses começou pelo final, ou seja, pela consequência máxima de ouvir uma linda canção: o prazer que isso gera. Assim, voltaram-se para outras coisas que provocam prazer, como o sexo, as drogas, o álcool e a comida. Todas, independentemente de seus possíveis efeitos secundários, ativam circuitos de recompensa do cérebro.

Também observaram a naltrexona, uma substância que, sob diferentes denominações, é usada para tratar a dependência por álcool ou por opiáceos como a heroína e a morfina. Combinada com outro princípio ativo, serve também para combater a obesidade, e alguns estudos já demonstraram que bloqueia o prazer do orgasmo e a dependência por cocaína. É, junto com a naloxona, uma das substâncias mais potentes para provocar anedonia, a incapacidade de sentir prazer.

O experimento se baseia na naltrexona, uma substância usada para tratar a dependência por drogas e a obesidade
A hipótese dos autores do estudo, publicado hoje na Scientific Reports, era simples: a naltrexona deveria reduzir as reações emocionais à música, provocando uma anedonia musical. Sendo assim, isso implicaria que os mesmos circuitos neuronais envolvidos em outras atividades prazerosas também atuam na experiência musical.
Para demonstrar essa hipótese, os cientistas recrutaram 20 alunos da universidade. Pediram-lhes que trouxessem duas das suas músicas preferidas. Metade desses alunos recebeu 50 miligramas de naltrexona, a dose mínima recomendada. A outra metade tomou comprimidos idênticos, de cor azul, mas sem o princípio ativo. Sensores instalados no rosto traçaram um eletromiograma com a atividade elétrica de vários músculos faciais. Também foram medidos a respiração, o batimento cardíaco, a pressão arterial e condutibilidade da pele antes e durante o experimento.

A naltrexona provoca anedonia, a incapacidade de sentir qualquer tipo de prazer – inclusive o musical
Uma hora depois de os alunos tomarem os comprimidos, receberam capacetes com os quais ouviram as duas músicas preferidas e outras tantas selecionadas pelos pesquisadores por sua frieza ou assepsia emocional. Uma semana mais tarde, repetiram o experimento, mas desta vez administrando o placebo ao grupo que antes havia tomado naltrexona, e vice-versa. Nas duas ocasiões, os alunos que haviam consumido o fármaco demonstraram níveis baixos e muito semelhantes quando ouviam as músicas do seu agrado e as neutras. Mais ainda, seus resultados eram muito inferiores aos registrados pelos que só haviam consumido o placebo.

“É a primeira demonstração de que os opioides endógenos do cérebro estão diretamente envolvidos no prazer musical”, diz o psicólogo Daniel J. Levitin, da Universidade McGill, de Montreal (Canadá), principal autor da pesquisa. Um dos participantes chegou a dizer que, mesmo sabendo que se tratava da sua canção favorita, não conseguia sentir o mesmo que ao ouvi-la antes. Levitin, um neurocientista apaixonado por música, recorda em uma nota o que comentou outro participante: “Soa bem, mas não me diz nada”.

O que a naltrexona fez nesses casos foi bloquear 80% dos chamados receptores opioides mu e delta. Trata-se de elementos dos neurônios aos quais os opioides se acoplam, sejam eles endógenos (endorfinas, encefalinas ou dinorfinas) ou exógenos (ópio, morfina, heroína…). Ao bloqueá-los, boa parte do sistema de recompensa do cérebro trava. Não são liberadas substâncias que provocam bem estar, mas tampouco as que geram dor ou angústia. Na verdade, os pesquisadores comprovaram que, quanto mais emotiva era habitualmente a canção aos ouvidos dos participantes, mais frios eles ficavam ao ouvi-las sob o feitiço da naltrexona. Felizmente, a indiferença à música durou o tempo que duraram os efeitos do fármaco.


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20/set/2017

Neste estudo transversal verificaram-se os perfis de consumo alcoólico entre pacientes das Equi- pes de Saúde da Família (ESF) em uma cidade do sudeste brasileiro, e o reconhecimento deste consumopelosprofissionaisdasESF.Avaliaram- se 932 pacientes adultos entre novembro de 2010 e novembro de 2011. Entre todos, 17,5% faziam consumo de risco (AUDIT ≥ 8), que foi mais fre- quente em homens, entre as pessoas mais jovens e aqueles sem doenças crônicas. O questionário CAGE foi positivo em 98 (10,5%) pacientes, sen- do mais frequente em homens. Homens, pessoas com idades ≥ 55 anos, com doenças crônicas ou com consumo alcoólico mais grave foram mais frequentemente questionadas sobre o uso do ál- cool (438/932; 47,8%). Homens, pessoas de 35 a 54 anos ou com consumo alcoólico mais grave foram mais frequentemente reconhecidos como alcoolistas (22/175; 12,6%). Conclui-se que o consumo do álcool é frequente entre os pacientes atendidos pelas ESF, é pouco reconhecido pelos profissionais e a minoria dos alcoolistas é orien- tada quanto aos seus riscos.


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20/set/2017

Você que tem filhos ou parentes que tem dificuldades em deixar o vício das drogas, esse artigo pode ajudar que você entenda qual tipo de dependência química ele tem e com isso, ajuda-lo melhor. Hoje em dia a Dependência Química é mais considerada um tipo de transtorno mental, em que o indivíduo que tem esse distúrbio deixa de ter o controle do uso da droga, e toda a sua vida, emocional, psíquica, espiritual e física vai se acabando aos poucos. Nessa hora, a maioria das pessoas necessitam de um tratamento e de auxilio adequado e competente.

A dependência química não é como muitos acham “falta de vergonha na cara” ou algum problema moral, ela é como a Diabetes, a pessoa não escolhe ter aquela doença, mas pode sim optar seguir com um tratamento, e da mesma maneira que os diabéticos controlam seu açúcar no sangue com cuidados, medicações e com uma alimentação melhor, o dependente pode procurar por um auxílio para controlar sua vontade e saber qual é o ciclo da doença. Ela considerada como uma doença Biopsicossocial.

As histórias sobre o uso de químicas pela humanidade, retorna aos tempos mais antigos, ainda que o principal objetivo do seu uso fosse para aliviar uma dor ou para fazer parte da realização de rituais de uma determinada religião e cultura.

O uso de substâncias químicas para mudar o estado psíquico já é conhecida há bem mais de 4 mil anos, especialmente pelos egípcios, que naquela época já era feito o uso de maconha e opiláceos. A grande maioria dos medicamentos usados na Antiguidade eram vindos de plantas. Com isso, a palavra “droga” vem de droog, que em holandês quer dizer folha seca. Então vamos aos tipos de conceitos dessa doença:

Doença Química

É gerada por uma reação química em todo metabolismo do corpo do usuário. O tabaco e o álcool, por exemplo, embora a grande maioria das pessoas separe elas das drogas que são ilegais, elas são drogas tão ou bem mais fortes em levar a dependência em pessoas tendentes, como qualquer droga que seja, legal ou ilegal.

É Interna e Não Externa

Os problemas externos como problemas sociais, sexuais, familiares e profissionais não levam a dependência química. São fatores internos em cada organismo, que trabalham indireta ou diretamente e contribuem muito para a instalação dessa doença, gerando uma certa predisposição emocional e física para a dependência. O uso direto e sem nenhum tratamento para o vício pode ir se tornando cada vez mais perigoso e intenso para o dependente.

Doença Crônica Sem Cura

Uma vez que se torna um dependente químico, sempre será dependente, isso independentemente de estar ou não na recuperação, fazendo o uso ou não usando nenhum tipo de droga. Não há cura para qualquer tipo de dependência química, mais há sim tratamento com sucesso, que seja contínuo e permanente.

Doença Controlável

Mesmo não podendo usar o álcool e nem outras drogas de modo “social” ou “recreativo”, o dependente, se aderir e verdadeiramente se empenhar no tratamento, vai poder viver com muita qualidade de vida sem a droga e sem consequências negativas com o uso frequente.

Doença Que Abala Toda a Família

O convívio com o usuário químico faz com que toda a sua família também fique mal emocionalmente, se tornando imprescindível o tratamento de todos da família. E com isso receber as orientações a respeito de como lidar corretamente com o dependente e de como controlar seus sentimentos em relação a ele.

Também é Uma Doença Física

Se torna aparente pelo surgimento de modificações físicas profundas, mudando o metabolismo orgânico quando se deixa de fazer o uso da droga. Essas mudanças físicas obrigam o dependente a continuar usando a droga, do contrário acontece uma “síndrome de abstinência ou crise”. Essas mudanças presentes na “Síndrome de Abstinência” se tornam aparentes por sintomas e sinais de natureza física e mudam conforme a droga é usada.

Doença Psicológica

É a boa sensação de satisfação gerada pela droga que faz com que o dependente a use continuamente para continuar satisfeito e evitar que fique com mal estar de abstinência. A falta do uso da droga deixa o usuário muito abatido, e em um péssimo estado psicológico. Quando sem acesso a substancia, os dependentes passam por modificações de comportamento, humor, mal-estar. Os que formam uma dependência psíquica geram um hábito.

Com base em estudos recentes realizados recentemente pelo “Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais”, revelou vários tipos e que a dependência em substância e que se mostram com os seguintes sintomas:

  1. Tolerância: Necessidade que só aumenta precisando de maiores quantidades da droga pra chegar ao efeito desejado; Significativa redução do efeito depois de um uso continuo da mesma quantidade da droga.
  2. Abstinência:Ocorrem vários sintomas como irritabilidade, ansiedade, insônia e problemas fisiológicos como tremores desconfortáveis depois da interrupção do uso da droga ou com a diminuição da quantidade usada; Faz o consumo da mesma droga ou uma outra parecida a fim de amenizar ou mesmo evitar os sintomas que vem com a abstinência.
  3. Uso Excessivo:Faz o consumo da droga em quantidades mais elevadas ou por um período bem maior do que o tempo de uso inicial.
  4. Desejo de Parar: O usuário expressa a vontade de diminuir ou controlar o uso e a quantidade da droga ou faz tentativas para conseguir isso, contudo, na maioria das vezes sem sucesso.
  5. Perda de Tempo:Uma grande parte do tempo da pessoa é gasta na procura e obtenção da substância, na seu uso e na recuperação dos efeitos dela.
  6. Negligência às Atividades Importantes: O repertório de interações do usuário, como ocupacionais, atividades sociais ou de lazer se encontra muito limitada a somente atividades que envolva o uso da droga.
  7. Persistência Em Usar Mais: Mesmo que a pessoa se mostre bem consciente dos problemas gerados, mantidos e/ou causados pela substância, sejam psicológicos ou físicos, o seu uso não é interrompido.

Entendendo um pouco melhor sobre isso, você poderá ajudar melhor seu familiar ou amigo que se encontra nessa situação.

 

 

Colaboradores que apoiam o combate as DROGAS!


Criado por Juliano Caserta