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Uma arma na sala

outubro 25, 2016 by admin0

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Imaginem uma sociedade onde, em casas das mais simples às mais sofisticadas, diferentes armas estivessem ao alcance de qualquer um.  Isso. Armas, revólveres , pistolas e afins, carregadas, em cima de um aparador, atrás de um balcão, dentro da geladeira, enfim, à disposição para quem quisesse usá-las.
Nessa sociedade, durante reuniões sociais, ou mesmo no fim do dia, só para relaxar, adultos pegam as armas e dão alguns tirinhos – tiros ao alvo, tiros no chão, tiros para o alto, nada que possa ferir ninguém.

Que perigo, mas e as crianças?! Ora, ninguém aqui é maluco – as crianças são proibidas de dar tiros, seus pais deixam isso muito claro. Quer dizer, de vez em quando um adulto deixa elas pegarem numa arma mais leve, por exemplo, uma calibre 22, e até dar um tirinho no chão – que gracinhas!

E tudo funciona muito bem, até que um dia um grupo de adolescentes resolve aproveitar que os pais não estão olhando, e pegam as armas para brincar. Tiro ao alvo, no chão, no ar, que nem os pais, super divertido e relaxante. Só que alguns se animam e começam a exagerar, dando mais tiros do que deviam, e eventualmente um dos tiros pega no amigo – e ele para no hospital, e ele perde uma mão, ou ele entra em coma, ou ele morre.

Agora troque “armas” por álcool – e essa sociedade é a nossa. Pinga, vodka, uísque, tequila, lindas garrafas no bar da casa, no armário (destrancado), na geladeira. E nós adultos bebendo socialmente, moderadamente, para relaxar, para nos alegrar – tudo certo. De vez em quando, para fazer uma graça, tem gente até que oferece um gole (só uma dose, fraquinha) para os adolescentes curiosos.

Mas um dia, esses adolescentes curiosos aproveitam que os pais foram dormir, pegam uma garrafa de vodka, fogem para a praia e começam a beber. Relaxam, se divertem, se sentem o máximo! Até que percebem que um amigo exagerou, perdeu o controle, não fala mais coisa com coisa, não consegue ficar em pé. Deixou de ser engraçado, eles se apavoram, o amigo quer entrar no mar, é difícil segurá-lo. Por sorte, um segurança aparece, leva o menino para o posto médico – ele toma glicose na veia e vai para casa; ou ele entra em convulsão; ou em coma alcoólica; ou ele tem uma parada cardíaca – tinha o coração fraco, não sabia.

E aqueles pais se dão conta que tinham armas em casa…

 

 

Colaboradores que apoiam o combate as DROGAS!


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Criado por Juliano Caserta